Os olhos e os pés

Foto por omar alnahi em Pexels.com

Sombras te acompanham na escuridão. Sozinho calcula o próximo passo… Alguém grita pelo seu nome em vão… Mente pesada, nervos de aço. Imagina então aquela música, os ritmos ditavam as batidas do coração. Aquela mensagem poderia lhe revigorar. Seus olhos então começam a se abrir levemente. Mesmo assim, seus passos eram incertos.

Olhos abertos na escuridão, uma falsa sensação de segurança.

Mas a música ditava o ritmo de seus passos… Caminho certo, caminho suave. Os Os olhos tentavam seguir os pés, mas não os viam na penumbra sombria… Aos poucos, seus olhos acostumados com a escuridão, começavam a ver. Seu caminho, seu ritmo, sua luz. Foi assim… Os olhos e os pés.

Comunidade Santo Afonso e Ministério Capelinha realizam celebram a Páscoa em prol das crianças

Neste domingo, dia 17, Ministério Capelinha da Paróquia Santo Afonso, o time de futebol Um Dois e Passa, a ONG Cechama, Sarau Santo Afonso e Bakhita Bolos e Salgados celebraram a Pascoa em um evento na Rua da Lama, em Americanópolis em prol das crianças da região. Foram distribuídos alguns brindes ao som de muita música, brinquedos e lanches para cerca de 200 crianças.

“Ele não é pesado! É meu irmão.”

A famosa canção He Ain’t Heavy, He’s My Brother (gravada por diversos cantores como, por exemplo, The Hollies e Neil Diamond) tem várias teorias sobre a inspiração desta bela composição. Uma delas relata que nasceu de uma história na guerra do Vietnã, quando um jornalista viu um garoto de 10 anos carregando um menino de uns 4 anos nas costas . E ele perguntou se não era muito peso pra ele, já que estavam fugindo de um bombardeio, e a resposta do garoto foi : Ele não é um peso , é meu irmão .

Uma outra versão desta inspiração, conta-se que esta música está na seguinte história: certa noite em que caia uma neve muito intensa em Washington, alguém bateu à porta da sede de um orfanato. Ao abrir a porta, o padre se deparou com dois meninos cobertos de neve. O maior trazia em suas costas o outro menino, mais novo. Com poucas roupas e rostos bem debilitado pelo frio e fome,, o padre os convidou a entrar, exclamando: “Ele deve ser muito pesado”. O menino que carregava o mais novo disse: “ele não pesa, ele é meu irmão”. Dizem que não eram irmãos de sangue, mas irmãos de rua, dividindo o sofrimento e o pouco que conseguiam para si. A tese então, é que autor da música soube do caso e se inspirou para compô-la. E da frase fez-se o refrão. Esses dois meninos, foram adotados pela instituição.”Missão dos Órfãos”, em Washington, DC.

Há ainda uma versão mais antiga, revelada pela foto do “Menino de Nagasaki”, que carregando seu irmão morto nas costas, após o lançamento das bombas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki, em 9 de agosto de 1945, se tornou em uma das imagens mais chocantes e reveladoras dos horrores após o fim da Segunda Guerra Mundial.

A foto foi tirada pelo fotógrafo americano Joe O’Donnell e mostra um menino, com de 9 anos de idade, esperando sua vez para fazer a cremação de seu irmão morto, de 5 anos, que carregava nas costas. Segundo o fotógrafo, o menino mordia tão forte os lábios para não chorar que chegou a sair sangue da sua boca. A história dos dois irmãos foi contada também no filme de animação Hotaru no Haka (título em Japonês), lançado em 1988, e disponível no Brasil com o nome “Túmulo dos Vagalumes”.

O fotógrafo Joe O’Donnell chegou a Nagasaki meses após a explosão para registrar as consequências devastadoras das bombas atômicas sobre a população japonesa. “Vi esse menino caminhando, ele tinha mais ou menos uns 10 anos de idade. Me dei conta de que levava um menino sobre seus ombros. Naqueles dias, era uma cena bastante comum de se ver no Japão: sempre víamos crianças brincando com seus irmãos e irmãs, carregando-os sobre seus ombros, mas depois percebi que no caso desse menino era uma situação muito diferente. Ele não usava sapatos. Seu rosto estava tenso. A cabecinha do menino que estava nas suas costas estava inclinada para trás, como se fosse um bebê dormindo profundamente. Em certo momento, o menino parou diante de dois homens com máscaras brancas e ficou lá por cinco ou dez minutos“, disse Joe O’Donnell ao descrever a cena que estava presenciando.

Outro aspecto impressionante da foto é a postura do menino. Ele ficou ali parado, aguardando sua vez para fazer a cremação do seu irmão, com o corpo ereto, com as mãos espalmadas juntas às coxas e os braços ligeiramente curvos, típica postura de soldados militares, que mostra a influência da guerra sobre a população civil, inclusive nas crianças.

De repente… É novo

Todas as mudanças requerem muita adaptação. Às vezes elas demoram de acontecer, outras, nem acontece. Sair do que seria algo “normal” de um estilo de vida e passar a ter outro é algo muito sofredor, não só do ponto de vista cultural, mas também do social e familiar.

Estar diante do novo, de uma rotina nova, de uma casa nova, cidade nova, país novo, amigos novos, trabalho novo e até mesmo uma família nova, não são coisas fáceis de se acostumar, aceitar ou até mesmo de vivenciar este “novo”, por mais que tudo possa ser perfeito.

A nossa essência requer a nossa memória afetiva, não tem jeito. Sempre a nossa afeição pela terra, pelo espaço, pelos primeiros amigos, primeira escola, nossa família, a casa onde você sempre morou, será a soma de nossa constituição como pessoa e como identidade. Somos a soma de todas as coisas antigas, principalmente com os nossos “pares”: pai, mãe, filho, tio, tia, primos, amigos… E os nossos lugares onde frequentamos e até o nosso time de futebol. Somos afeiçoados a tudo isto, principalmente às pessoas.

Por anos, aqui no Brasil, as migrações de pessoas que deixaram sua terra natal, para tentar uma vida melhor aqui em São Paulo, abandonaram suas casas, famílias por uma vida melhor. Algumas conseguiram retornar, outras não perderam laços, apenas conquistaram um novo espaço; outras desapareceram para sempre na cidade grande, como abordado no filme do diretor de cinema João Batista de Andrade em “O Homem que virou suco”, de 1980.

O novo é um desafio e para vivenciá-lo é saber mesclar quem nós somos, nossas origens e aproveitar o que há de bom, pois a vida sempre pode nos surpreender e sem perceber nos deparamos… De repente… É tudo novo!

Incisão do tempo ou… Sobre envelhecer

A cantora norte-americana Bonnie Raitt tem uma música que sou um fã incondicional. A canção chama-se “Nick of Time” (Incisão do tempo), traduzir literalmente a canção às vezes não faz sentido algum, talvez o que a música quer dizer literalmente é “Sobre envelhecer”.

“… I see my folks, they’re getting old, I watch their bodies change

I know they see the same in me, And it makes us both feel strange

No matter how you tell yourself, It’s what we all go through

Those lines are pretty hard to take when they’re staring’ back at you

Scared you’ll run out of time…”

“… Eu vejo meus conhecidos, estão envelhecendo, observo seus corpos mudarem

Sei que observam o mesmo em mim e isso faz com que ambos nos sentimos estranhos

Não importa o que diga para si mesmo, é o que todos nós passamos

Essas linhas são difíceis de aceitar quando estão te encarando

Com medo de que ficará sem tempo…”

Há vida

Um começo. Já são 19h26 do dia 12 de janeiro de 2022. Parece que foi ontem os fogos de artifícios estouraram no céu anunciando o fim de 2021 e nascia 2022 para o inicio de uma nova fase pós-covid-19. Eis que, nestes p´rimeiros dias do ano surgem novas problemas, como a nova cepa da Covid, a Omicrom e junto com ela a nova onda da gripe H1N1 e tudo começa novamente… O número de infectados aumenta a cada dia e sair às ruas há os novos riscos de contaminações.

Para píorar, ainda temos as chuvas torrenciais que alagam a Bahia e Minas Gerais, e causam inúmeros transtornos em São Paulo e outras regiões, deixando milhares de pessoas desabrigadas. O ano, aparentemente não começou bem, mas ainda há esperança… Ainda há vida! Ainda há amor.

Enquanto houver amor… Há vida… Há esperança!

Uniformes

Eu ouço sempre os mesmos discos
Repenso as mesmas idéias
O mundo é muito simples
Bobagens não me afligem
Você se cansa do meu modelo
Mas juro, eu não tenho culpa
Eu sou mais um no bando
Repito o que eu escuto
E não te entendo bem
E quantos uniformes ainda vou usar?
E quantas frases feitas vão me explicar?
Será que um dia a gente vai se encontrar?
Quando os soldados tiram a farda prá brincar
A minha dança, o meu estilo
E pouco mais me importa
Eu limpo as minhas botas
Não sou ninguém sem elas
Você se espanta com o meu cabelo
É que eu saí de outra história
Os heróis na minha blusa
Não são os que você usa
E eu não te entendo bem
E quantos uniformes ainda vou usar?
E quantas frases feitas vão me explicar?
Será que um dia a gente vai se encontrar?
Quando os soldados tiram a farda prá brincar

(kid Abelha)

O (des)prazer

“Professor! O que é Red Tube?”, perguntou-me um aluno da 8ª série no primeiro dia de aula de inglês, quando ingressei como professor. Sem saber da malícia da pergunta, respondi com calma a tradução da palavra: “Tubo vermelho”. Então toda a sala caiu na mais profunda gargalhada e fiquei realmente sem saber a razão. Ao chegar em casa e fazer uma breve pesquisa na internet que o “Red Tube” se trata do maior site de pornografia do mundo e está disponível com a maior facilidade para todas as crianças, inclusive a sala em que lecionava, com alunos que tinham entre 12 a 14 anos de idade.

O acesso à pornografia com facilidade entre crianças causa um dano imensurável desta nova geração que enxerga o sexo de uma forma “vulgarizada”, “idealizada” e tudo isto contextualiza com as letras do funk proibido, onde muitos Mc’s são menores e falam de sexo de uma forma vulgarizada e é comum entre os adolescentes, onde o prazer sexual está acima de todos os desejos juvenis.

Antigamente, para ter acesso à pornografia, como cinemas, revistas como a Playboy era necessário ser maior de idade. Hoje é “livre” no mundo da internet, pois todos têm acesso e cabe aos pais esta fiscalização, o que é difícil de acontecer, pois a maioria não possuem conhecimentos tecnológicos para acompanhar o que os filhos estão acessando no celular ou no computador.

Certo dia, um amigo professor foi colocar a senha do wi-fi em um celular de uma aluna do Ensino Médio. Ao mexer no celular, sem querer ele viu o download de dezenas de filmes pornográficos da aluna. E a mesma, nem se espantou ou ficou envergonhada, simplesmente pareceu algo comum entre os adolescentes. Este amigo ficou completamente preocupado então com a educação de sua filha que tem apenas cinco anos.

Toda esta facilidade ao prazer, tanto da pornografia como de ser “visto” nas redes sociais, onde o meu prazer em todos os aspectos está acima de tudo, desde que tenha dezenas de likes e seguidores, caso contrário o mundo é um “saco” e os casos de solidão e depressão só aumentam entre os jovens, afinal, o excesso do “prazer” que está disponível se transforma em um enorme desprazer, será isto um niilismo”! De acordo com Nietzsche, o niilismo é uma das características desta sociedade, ou seja, uma lenta caminhada em direção ao abismo. O niilista é o acusador: dos outros, de si, da existência, de tudo. Enquanto o sacerdote, o utópico, o sonhador, o crente, o fascista, o iludido, são aqueles que criam ficções para justificar suas acusações a este mundo e assim tornar a vida mais (in)suportável.

Pobres negadores, eles preferem querer o nada a nada querer! Ou seja, o niilista quer viver, mas só pode fazê-lo de modo doentio, impotente, estendendo uma grande cortina negra sobre a realidade para não encará-la. Diante disto, nasce o hedonismo, cujo prazer individual deve acontecer custe o que custar e o quanto mais rápido é melhor. O sexo antecipado, o materialismo acima das relações sociais e humanas está como prioridade. Tudo isto é nome do (des)prazer.

Coisas para depois

Coisas pra depois…Em toda a minha vida deixei muitas coisas para depois. Muitas delas ficaram tão pra depois que eu as esqueci. Esqueci de tantas coisas, algumas era boas, outras nem tanto, mas eram coisas. Às vezes as “coisas” podem ser sonhos e sonhos pra depois é errado. Sonhos é para o agora, começando a fazer as coisas. “Nunca deixe as coisas para depois”, vai ser nosso lema em 2021.

Jornal O Bairro

Notícias da Cidade Ademar e Região

Umbê Imoveis

Tudo sobre o imóvel que você procura, casas, apartamentos, terrenos...

Grêmio UPE

Blog do Grêmio UPE da EE Rosa Inês

UPER

União de Protagonismo Estudl

capitu está de ressaca

"Everything we know is stardust. So don’t forget. You are stardust."

entre conversas e flores

o que é a vida senão um conjunto de pequenas histórias?

Minuto HM

O Blog da família do Heavy Metal

Arquivo Zer0

Imagens achadas nas reticências...

Rosa Inglesa

Dicas e atividades de Inglês da E.E Rosa Inês Bórnia Moreira

ELTSeven

Because good things come in sevens....

%d blogueiros gostam disto: